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Paciência: um exercício de Amor

Já parou pra pensar quantas vezes por dia você deve exercer a paciência? Já parou pra pensar em quais situações você exerce a paciência? Já parou pra pensar o porquê você exerce a paciência?

Bem, para mim a paciência é exercida quando as coisas não funcionam juntamente com o nosso egocentrismo, porém a o outro lado da moeda, que é as tantas vezes que somos pacientes simplesmente por um motivo: amor ao próximo. Hoje em dia, mais do que nunca, aprendemos a viver em um mundo que nos ensina a viver para o nosso próprio bem estar, a pensar simplesmente na primeira pessoa do singular: EU. Seja no seu trabalho ou na sua família, você á de concordar comigo que buscamos sempre o nosso próprio bem estar, não se importando ou importando apenas um pouquinho com o bem estar dos que nos rodeiam.

Vamos pensar em D-s, o D-s Criador do universo. Ao refletir na palavra de D-s comecei a pensar em algo que chamou minha atenção e lhe convido nesse momento a pensar comigo. Quando o “mundo e tudo o que nele há” nos pede paciência, imediatamente nos sentimos injustiçados, não é mesmo? Porque as coisas não podem acontecer no tempo que desejamos? O maior exemplo que podemos ter é o exemplo de Deus, que enviou seu único filho para nascer nesse mundo (cruel), crescer como qualquer se humano de carne e osso, viver uma vida de total entrega ao serviço do Senhor (resistindo às tentações que até hoje nós sofremos e continuaremos sofrendo até a sua volta), e sofrer a dor do MUNDO, carregar os nossos pecados (todos nós) sem reclamar. Agora, só imagina como D-s se sentiu...
Tendo TODO o poder em suas mãos, vendo seu filho não fazer mal algum e mesmo assim ser crucificado. Quer maior exemplo de paciência? A qualquer momento D-s poderia ter dado uma ordem e ter mudado a historia de Jesus na terra, mas não, Ele teve paciência, pois sabia que no momento certo Ele encontraria seu filho Jesus e venceria eternamente o diabo. Mas, por quê? Simplesmente: por amor. Quantas vezes eu e você temos a ansiedade de resolver as coisas com os nossos “poderes”, simplesmente para não sentir a angustia da total CONFIANÇA. Um dos nossos maiores medos é aprender a confiar. Confiar em D-s, confiar em si mesmo, confiar nas pessoas que nos amam e querem o nosso bem. Mas a confiança exige que tenhamos paciência, e muitas das vezes é paciência é para com a outra pessoa, porém esse não é o fim, pois o outro pode ser benção em sua vida, precisamos aprender a confiar em outros (claro tendo o discernimento de saber em quem confiar).
Por isso, vamos tentar ser pacientes e aprender a confiar, confiar acima de tudo em D-s que tanto nos amou que enviou seu único filho para morrer em meu lugar para que eu tivesse a oportunidade de crer em D-s e assim obter a vida eterna.  Deixe um pouco de ser egoísta e se doe para o outro através de um ato de amor: a paciência. Saiba que ninguém vai ser IGUAL a você, procure entender o outro e saber que cada pessoa tem seu tempo de aprender e assim crescer, logo você se sentira melhor por aprender a ser paciente sabendo confiar.


O que isso tem a ver com musica? Bem, na musica você também tem que ser paciente, saber esperar o momento certo para colocar ou tirar uma nota, um acorde, etc. faça o seu melhor. Respeite os outros instrumentos e confie neles e em você. Faça para a glória de D-s.

Obs:. D-s  (para quem ficar com dúvida ou curiosidade)

Aprendi isso lendo um dos artigos do meu cantor favorito em quem me espelho muito quando penso em canto que é o Leonardo Gonçalves. Ele aprendeu isso estudando sobre o judaísmo e eu aprendi com ele.

O respeito que se tem no judaísmo pelo nome de D-s é algo impressionante e simplesmente lindo. apenas para exemplificar: os rolos do mar morto que foram encontrados entre 1946-1956 são parte do legado que os essênios (entre 150AC e 70AD) nos deixaram. eles levavam o nome de D-s a sério a tal ponto que, enquanto copiavam os rolos das Sagradas Escrituras, quando chegavam ao tetragrama sagrado (o nome de D-s) eles paravam de copiar, tomavam um banho para se purificar, faziam uma oração específica, usavam uma pena e uma tinta diferente e, somente então, escreviam o nome de D-s.

além disso… na Bíblia hebraica o rolo da Torá não possui vogais… então esta é uma maneira usual em todo o mundo dos judeus escreverem o nome de D-s como forma de respeito.

Vendo essa maravilhosa explicação e vendo ele entre outras pessoas que estudam muito a palavra de D-s, resolvi aderir a essa forma de escrever com respeito o nome de D-s.

[em inglês ficaria "G-d", em alemão "G-tt", etc.]


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Simplicidade e Autenticidade. Um passo para agradar o perfeccionismo
Palavra assustadora, não? Pois é, perfeccionismo é uma palavra que me incomoda, mas tento acompanhá-la constantemente. Pois toda vez que vou fazer alguma coisa, seja ela tocar um instrumento ou lavar a louça suja, tento fazer de tal maneira que fique perfeito aos meus olhos. Mas eu gostaria de tratar essa palavra hoje, trazendo-a para o contexto musical.

Há muito tempo venho me cobrando a buscar a excelência quando toco contra-baixo, e muitas vezes por essa cobrança, nervosismo de querer fazer tudo certinho, eu acabo indo afoito para tocar, como conseqüência sempre há alguma coisa que não fica do meu agrado. Por conta disso  aprendi algo que pra mim tem sido de extrema importância e relevância, aprendi que devo tocar com calma, poder sentir o que a música pede, poder sentir o que os outros instrumentos pedem do contra-baixo, e tem me feito crescer musicalmente.

Hoje um grande problema que enfrentamos em bandas, equipes de louvor, corais, etc. tem muita gente, querendo fazer coisa demais, deixando a música “SUJA”, parece que a pessoa vai tocar sendo seu “último momento de vida”, e toca mil notas em um acorde de Dó Maior na posição fundamental sem sétima e nona, muitas vezes não sabendo respeitar o “clima” da música. O que tenho percebido ultimamente, é que precisamos ser simples e práticos, a simplicidade acompanhada de um toque de perfeccionismo e uma dose de assertividade, é o que o músico precisa. Devemos sim estudar todas as escalas, todos os modos, todas as alterações e modulações, e etc., mas temos que ter a capacidade e a sensibilidade de saber o que fazer, aonde fazer e quando fazer. Para que o seu som seja captado pelas pessoas que estão te ouvindo tocar ou cantar naquele momento dando a possibilidade para elas refletirem no que você esta “falando” através do instrumento utilizado.

Fiquei muito feliz, pois a alguns dias atrás toquei em um determinado local onde haviam VÁRIOS músicos profissionais (se não todos), e tive que tocar uma música apenas entre tantas que foram tocadas. E logo após acabar a apresentação musical daquela noite, um músico muito educado veio até mim e me parabenizou pela simplicidade e autenticidade ao tocar Contra-baixo, as palavras dele: “cara, muito bom, hoje em dia os baixistas ficam só querendo encher a música de notas, dando muita dedada, mas poxa, o som que você tirou hoje foi muito bom, um som limpo, agradável, onde agente não espera nada e de repente do nada aparece o baixo, esse é o diferencial dos bons músicos de hoje.”

Com esse elogio fiquei mais motivado para continuar nessa árdua caminhada rumo a perfeição, a homogeneidade com os outros instrumentos que compõem a música. Sendo assim, se serve de conselho, procure limpar o seu som, deixá-lo entendível aos ouvintes. Seja simples, prático, autêntico, pró-ativo e humilde, pois quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado. 

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